Acordei cedo para fazer uma aula de yoga. Tinha chovido durante a noite e o dia prometia mais chuva. Chego para a aula em um local incrível que vou precisar de outro post para descrever.

A aula acontece e o encontro com esse sentimento dentro de mim é sempre surpreendente e prazeroso.

Quantas coisas faço no automático e, durante os exercícios, me vejo com os pés retraídos, ombros encolhidos, e quando acho que relaxei tudo, encontro a minha garganta, sim até a minha garganta estava tensa.

A vigília de nós mesmos, a conexão com nosso corpo e com a nossa essência, permite o encontro com a paz.

Após esse ótimo início de manhã, acontece de fazer uma trilha que existe ali perto. Naquele momento, a chuva cai lentamente. Sinto o cheiro da mata, os pés molhados, as cores, a terra. Quase posso escutar as plantas a dizerem algo sobre a água que cai do céu.

No final da trilha esse visual da foto com o coração querendo sair pela boca em êxtase e gratidão.

Antes do retorno, a chuva fica mais intensa, completando o banho por dentro e por fora.

Obrigado, obrigado, obrigado.

Antonio Celidonio Rocha