Foto: Antonio Celidonio Rocha

Nem sempre é fácil sair da cama de manhã cedo, mas logo depois de levantar já começo a ficar animado. Sei que tem pessoas que ficam mal-humoradas de manhã e levam mais tempo para colocar um sorriso no rosto depois que acordam.

Não é o meu caso. Hoje, por exemplo, me vi sem sono às 4 e pouco da manhã. Bom, pensei, vou meditar, depois vem o sono e durmo mais um pouco. Mas não foi o que aconteceu. Já fiz várias coisas e agora começo a escrever esse texto às 06h42.

E o que me levou a escrever a essa hora foi que eu tive um daqueles sentimentos de quando éramos crianças: me senti tão animado que deu vontade de acordar todo mundo em volta. Vamos lá, pessoal, o dia está lindo, vamos aproveitar! Sem importar se está sol ou não e sem nenhum motivo aparente para essa alegria.

Percebi que essa vontade de querer que outras pessoas também sintam a alegria que você está sentindo é algo natural. Ontem fiz uma sopa e estava deliciosa e me deu vontade de chamar os vizinhos para que também tivessem aquela experiência.

Interessante termos essa natureza de querer compartilhar, de querer que outras pessoas também aproveitem algo bom que conhecemos.

A minha filha mais velha é uma daquelas pessoas que demoram um pouco mais para se alegrar de manhã. Eu já quero, logo cedo, beijar e abraça-la, mas ela se afasta. Então tenho que ir brincar sozinho enquanto dou o tempo que ela precisa para se animar também.

Assim, convido as pessoas para desfrutar do presente da vida. Falo da paz, do amor incondicional e do autoconhecimento. E fico torcendo para que as pessoas abram esses presentes que receberam, pois tudo está dentro de nós mesmos.

Uma criança é capaz de abrir, antes de você, o presente que ela mesma te deu, de tão animada e entusiasmada que ela está para que você curta o que está dentro daquele pacote.

Já eu, não posso fazer isso. Não posso abrir o seu presente. Só posso te falar da riqueza do existir e te esperar para brincarmos juntos no parque de diversões da vida.

Antonio Celidonio Rocha